Em depoimento prestado no último dia 28 de agosto, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi questionado pelo delgado Albert Paulo Sérvio sobre o conteúdo de mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) de um de seus aparelhos celulares.
Durante o interrogatório, o investigador confrontou o empresário ao apresentar prints de conversas que ele havia enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. As mensagens datam de 30 de outubro, pouco antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez pela polícia, em 17 de novembro.
Na mensagem, ele pedia que o magistrado atuasse junto à PF e o MinistérioPúblico (MP). “É importante reforçar com Andrei e Paulo para não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem que aí vai tudo para o saco”, escreveu ele, na ocasião.
Albert também questionou o executivo sobre a lembrança do texto e a identidade de “Andrei” e “Paulo”, sem mencionar, no entanto, que o destinatário da conversa era Moraes. “O senhor fala sobre uma viagem a Abu Dhabi, fala sobre o fundo garantidor de crédito, continua citando o “G” e faz referências a outras pessoas, Andrei, Paulo, enfim”, destacou.
“Eu estava conversando com muitas pessoas sobre essa transação do banco, pessoas próximas a mim”, respondeu. Na sequência, ele destacou que precisaba saber para quemhavia enviado a mensagem antes de responder.
Durante o depoimento, ele acabou explicando quem seria o “G” mencionado na conversa, o ex-banqueiro afirmou que provavelmente se tratava do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo. No print apresentado durante o depoimento, o executivo relata a necessidade de ter cuidado na forma de conduzir uma determinada demanda com o “G”.
