Durante uma caminhada pela Avenida Paulista, em São Paulo, o candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) voltou a criticar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em entrevista nesta segunda-feira (7), Zema chamou o magistrado de “bandido”, afirmou que ele deveria estar preso e declarou confiar no voto da ministra Cármen Lúcia, que considera decisivo para o desenrolar da crise na Corte.
“O lugar dele é esse. Exercendo um cargo pelo qual já é muito bem remunerado”, disse o ex-governador de Minas Gerais, que criticou o magistrado por fazer negócios com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Na sequência, ele também disse que os brasileiros estariam “reféns dos intocáveis” e sem independência para comemorar o 7 de Setembro.
Sobre Cármen, ele afirmou esperar que a “consciência” da magistrada prevaleça sobre o que classificou como “espírito corporativista”. O candidato também disse confiar na postura da ministra e a descreveu como “uma pessoa do bem”.
O voto de Cármen é visto como o fiel da balança no julgamento sobre o prosseguimento das apurações contra os ministros Moraes, alvo de um pedido de investigação do colega André Mendonça, que é, por sua vez, alvo de um pedido de inquérito protocolado por Alexandre de Moraes.
A campanha do presidenciável também estendeu uma faixa no edifício Anchieta, localizado no cruzamento da Avenida Paulista com a Rua da Consolação. A ação fez referência à série Intocáveis, publicada nas redes sociais de Romeu Zema e marcada por críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal.
