O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira (4) que a Corte pretende reagir de forma “firme, proporcional e rigorosa” aos acontecimentos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Segundo Fachin, nenhuma autoridade está acima da Constituição e a gravidade da situação exige que as decisões sejam tomadas sem “atalhos”.
“Não haverá precipitação, mas tampouco omissão”, declarou Fachin durante um evento realizado no Palácio do Planalto. O ministro afirmou que os fatos estão sob apuração e que qualquer decisão deverá seguir os procedimentos estabelecidos pela Constituição e pela legislação brasileira.
Durante o evento, Fachin também apresentou três pontos que considera prioritários para o STF. Entre eles estão a criação de um código de ética para a Corte, o encerramento do Inquérito das Fake News e a atualização do sistema de Justiça.
O presidente do Supremo determinou ainda que Alexandre de Moraes, André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentem esclarecimentos sobre os acontecimentos que deram origem à atual crise.
A avaliação de Fachin é que eventuais providências precisam ser adotadas somente depois da análise dos fatos e dentro dos mecanismos previstos pelas normas que regem o funcionamento das instituições.
