“Torço para que os dois voltem pra cadeia”, desabafa Ana Carolina Oliveira

Douglas Lima
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Ana Carolina Oliveira e a filha Isabella Nardoni - Foto: Reprodução/Instagram

Ana Carolina Oliveira (PODE), vereadora de São Paulo e mãe de Isabella Nardoni, publicou nesta sexta-feira (28) um vídeo nas redes sociais em que desabafa sobre a morte da filha e pede o retorno à prisão de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, respectivamente.

O apelo foi feito enquanto o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisa um pedido para que os dois retornem ao regime fechado. “Torço para que esses dois voltem para a cadeia, de onde eles nunca deveriam ter saído”, afirmou a parlamentar. “É muita dor”, frisou.

A Quinta Turma do STJ começou a analisar, na última quinta-feira (27), o pedido para que os dois retornem ao regime fechado. O julgamento ocorre de forma virtual e deve ser concluído na próxima quarta-feira (2), sob relatoria do ministro Ribeiro Dantas. O recurso foi apresentado pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+.

Segundo a entidade, o ex-casal estaria descumprindo medidas impostas pela Justiça após a progressão de regime. Entre os argumentos apresentados no recurso estão questionamentos sobre a rotina de trabalho de Alexandre, a circulação dele em horários supostamente proibidos e dúvidas sobre o endereço informado pelo réu ao Judiciário.

Condenada a 26 anos de prisão pela participação na morte da enteada, Isabella, Anna Carolina está em regime aberto desde 2023. Antes da progressão, ela cumpria pena na Penitenciária Feminina I Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, no interior de São Paulo. Em 2017, Jatobá havia passado ao regime semiaberto e recebido o benefício das saídas temporárias.

Já Nardoni, pai de Isabella Nardoni, foi condenado a 31 anos de prisão. Ele cumpriu parte da pena na Penitenciária II Doutor José Augusto César Salgado, também em Tremembé, e obteve progressão para o regime semiaberto em 2019 e para o aberto em 2024.

A criança, que tinha 5 anos na época, foi arremessada da janela do 6º andar do prédio onde o casal morava, na Zona Norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. O crime chocou o país, e o julgamento ocorreu em 2010.

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