Grupo investigado por atentados em Brasília compartilhava mensagens misóginas

Patricia Calderon
2 min de leitura
Grupo investigado por atentados em Brasília compartilhava mensagens misóginas (Foto Reprodução Redes Sociais)

A investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) sobre um grupo suspeito de preparar atentados em Brasília durante as eleições de 2026 identificou também mensagens de conteúdo misógino trocadas pelos investigados. Em uma das conversas analisadas, um dos integrantes declarou que “mulheres não podem ser delegadas, juízas e promotoras porque só fazem besteira”.

Segundo a corporação, manifestações desse tipo apareceram entre as comunicações acompanhadas durante o trabalho da Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev), unidade ligada ao Departamento de Inteligência da PCDF. Nesta terça-feira (4/8), a polícia realizou a Operação Rede Interrompida e cumpriu medidas cautelares contra oito pessoas, com idades entre 19 e 31 anos. As diligências foram realizadas em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

A apuração começou depois que a PCDF recebeu um relatório técnico produzido pelo Ciberlab, laboratório ligado à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O documento serviu de base para que os investigadores ampliassem a análise das conversas relacionadas aos suspeitos.

Conforme a Polícia Civil, Brasília aparecia repetidamente nas mensagens como local previsto para uma mobilização durante o período eleitoral de 2026. Entre os assuntos discutidos estavam possíveis invasões de prédios públicos, definição de alvos e estratégias para atrair novos participantes de diferentes unidades da Federação.

Os investigadores também encontraram indícios de que os integrantes planejavam uma estrutura de atuação com organização tática. Entre os materiais compartilhados estavam mapas, plantas arquitetônicas e representações em três dimensões de edifícios situados na região central de Brasília.

A apuração identificou ainda o compartilhamento de instruções relacionadas à produção de artefatos explosivos. Segundo a polícia, a descoberta desse material contribuiu para a decisão de solicitar as medidas cautelares, com o objetivo de preservar elementos importantes para a investigação e permitir o aprofundamento das diligências.

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