Áudio de ligação de Elize Matsunaga à polícia volta a repercutir após lançamento de filme

Douglas Lima
3 min de leitura
Lorena Comparato em cena como Elize Matsunaga - Divulgação/Netflix

Uma ligação de Elize Matsunaga ao serviço de emergência 190, realizada antes do assassinato do marido, Marcos Matsunaga, em 2012, voltou a chamar atenção nas redes sociais após a estreia do filme Elize: Sombras de uma Mulher, lançado na Netflix na última quarta-feira (22).

Cerca de 25 dias antes do assassinato, em 24 de abril de 2012, Elize acionou o 190 da Polícia Militar de São Paulo para relatar que o marido, então CEO da Yoki Alimentos, teria feito ameaças e saído de casa. Na ligação, ela disse que pensava em trocar a fechadura da residência.

“Eu não sei se eu teria que ligar na emergência, mas, assim, meu marido me ameaçou, saiu de casa, e eu queria perguntar se eu posso trocar a fechadura”, iniciou Elize. O atendente perguntou há quanto tempo eles eram casados e afirmou que “ele tem direito a entrar na residência também”.

Na sequência, ela questionou: “Mesmo me ameaçando?”. “Bom, eu não sei o que está acontecendo no local. Se a senhora quiser eu cadastro uma ocorrência para a senhora conversar com o policial no local”, respondeu o homem, do outro lado da linha.

O rapaz solicitou alguns dados, como o endereço onde o casal morava, e encerrou o atendimento. De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo na época do crime, que chocou o Brasil, policiais foram até o prédio por duas vezes após a ligação de Elize Matsunaga, mas não a encontraram. Pouco tempo depois, ela viajou para a Bahia acompanhada da filha e da babá.

Menos de um mês depois do telefonema, Marcos foi assassinado e esquartejado. Partes do corpo do empresário foram encontradas em um matagal em Cotia, na Grande São Paulo. Durante as investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Elize confessou o crime.

Com Lorena Comparato no papel principal, Elize: Sombras de uma Mulher resgata momentos da trajetória de Elize Matsunaga, desde a infância simples e a mudança para São Paulo até o período em que ela trabalhou como prostituta.

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