Rota mata suspeito de envolvimento em ataque a tenente, irmão de Eloá Pimentel

Douglas Lima
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O tenente da Rota Ronickson Pimentel, baleado na cabeça e internado em estado grave - Foto: Divulgação

Elenilson Misael da Silva, apontado pela polícia como integrante de uma organização criminosa e conhecido pelo apelido de “Galego”, morreu durante um confronto com policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), em Peruíbe, no litoral de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil, ele era suspeito de envolvimento no atentado contra Ronickson Pimentel dos Santos, tenente da Polícia Militar e irmão de Eloá Cristina Pimentel (1993–2008), vítima do mais longo sequestro da história de São Paulo. A morte de “Galego” é a segunda de um suspeito do crime em confronto com policiais em menos de 48 horas.

De acordo com o boletim de ocorrência (BO), equipes da Rota receberam, na noite da última quinta-feira (2), uma denúncia sobre o paradeiro de “Galego”. Com as informações sobre as características do veículo utilizado pelo suspeito, os policiais iniciaram as buscas e localizaram o automóvel.

Ao perceber a presença das equipes da Rota, o motorista fugiu com o veículo e foi perseguido até a Rua Cuiabá, onde, segundo a polícia, houve confronto durante a tentativa de abordagem. Segundo o registro, o suspeito foi contido e desarmado. Ferido, ele foi socorrido e encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade.

Os policiais militares envolvidos na ocorrência prestaram depoimento, e as armas e munições utilizadas por eles foram apreendidas para perícia. Na última quarta-feira (1º), outro suspeito de envolvimento indireto no atentado contra o oficial também morreu durante um confronto com equipes da Rota, na região de Guaianases, na Zona Leste de São Paulo.

Ronickson Pimentel foi atingido por um disparo na cabeça no dia 27 de junho na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O policial saía de uma academia quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta. Eles pararam ao lado do agente e, em seguida, efetuaram os disparos. Ronickson caiu no chão logo após ser atingido. A dupla fugiu na sequência.

Segundo a PM, ele recebeu os primeiros socorros do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ainda no local e, em seguida, foi encaminhado a uma unidade hospitalar pelo helicóptero Águia, do Grupamento Aéreo da Polícia.

Desde o ataque, ele permanece internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo, onde foi submetido a uma cirurgia na cabeça.

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