Rope Jump: presa pela morte de Maria Eduarda disse que “ouviu um barulho” da queda

Nayara Vieira
2 min de leitura

Em depoimento à polícia, Evelyne dos Santos Gonçalves, presa sob suspeita de obstruir as investigações sobre a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas em um salto de rope jump em Limeira (SP), afirmou que “ouviu o barulho” da queda. Responsável pelo cadastro do evento e detida após apagar o perfil da empresa nas redes sociais, ela alegou que não tinha contato visual com a plataforma e que só percebeu o acidente pelas reações de espanto ao seu redor.

Ao descrever o momento exato da tragédia à delegada Andrea Dantas Levy, a organizadora detalhou a reação dos instrutores que arremessaram a vítima e que também foram presos. Evelyne relatou: “Ouvi ‘Meu Deus’ e o barulho. Eu levanto e [vejo] o Maicon e o Felipe com a mão na cabeça. Pergunto o que aconteceu e eles dizem não saber, e correm”. Ela classificou a morte da jovem como uma “fatalidade” e negou que os colegas tenham fugido do local.

Por fim, Evelyne declarou ter permanecido na Ponte do Esqueleto em estado de choque e tentando assimilar o ocorrido. Ao relembrar o desespero que tomou conta do ambiente logo após a queda, ela destacou o pedido de socorro que fez aos demais membros da equipe: “Sabe quando você sente que vai desmaiar, aqueles gritos estavam entrando e eu chamo no rádio e falo ‘por favor, eu estou sozinha aqui, me ajuda, me dando apoio’”.

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