Os três suspeitos detidos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo, são investigados por possível envolvimento no desaparecimento de uma câmera com imagens que poderiam ajudar a esclarecer o caso.
Os mandados de prisão foram cumpridos no Rio de Janeiro, contra uma mulher de 29 anos, e em Indaiatuba, no interior de São Paulo, onde dois homens, de 25 e 27 anos, foram presos. Os nomes dos presos não foram divulgados pela polícia. Segundo as investigações, o trio integrava a equipe responsável pela organização e execução da atividade.
A delegada Andréa Levy, responsável pelo caso, afirmou que os agentes identificaram possível envolvimento dos suspeitos no desaparecimento de um equipamento de captação de imagens utilizado pela vítima durante o salto.
Além disso, também foi identificado a exclusão de conteúdos digitais que poderiam contribuir para o esclarecimento do caso. Durante as diligências, celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos nos endereços dos suspeitos.
Inicialmente, seis pessoas foram detidas, mas apenas os três instrutores suspeitos por homicídio com dolo eventual no dia da morte seguem presos. A Justiça negou pedido de habeas corpus oferecido pela defesa de Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32, Vitor de Freitas Gonçalves, 27, e Maicon Fernandes Cintra, 42.
Outros três envolvidos também foram liberados após depoimento, mas seguem sendo investigados pela polícia. Dois dos envolvidos afirmaram aos agentes que eram responsáveis por amarrar as cordas, mas disseram não se lembrar do momento exato em que a falha teria ocorrido, alegando um “apagão” durante o procedimento. Segundo os depoimentos, eles não souberam indicar quando ou como a etapa de segurança deixou de ser realizada.
O terceiro suspeito, que aparecia segurando as pernas da vítima, declarou que foi chamado apenas para auxiliar no arremesso e tentou se isentar da responsabilidade de conferir a fixação das cordas. O grupo responsável pela atividade não possuía empresa formal.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram que a Maria Eduarda foi lançada de uma altura de cerca de 40 metros pelos instrutores sem estar presa à corda de segurança estivessem devidamente fixadas ao corpo, o que resultou na queda.
No vídeo, é possível ouvir uma pessoa gritando “Gente, a corda!” imediatamente após a mulher ser atirada da plataforma pelos funcionários da empresa Entre Cordas. Em seguida, a corda pode ser vista caída no chão.
Maria recebeu os primeiros socorros de pessoas que estavam na trilha no momento do acidente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas apenas constatou o óbito no local.
