Nostalgia em alta: músicas antigas representam 1/3 das reproduções no Spotify

Douglas Lima
2 min de leitura
Michael Jackson no videoclipe de Billie Jean, um dos maiores sucessos da história da música - Foto: Reprodução/YouTube

O Spotify aponta 2026 como o ano de maior impacto da nostalgia em sua plataforma de música até agora. Esse movimento também reflete uma tendência de mercado: o consumo de músicas antigas segue em alta e já movimenta cifras bilionárias, com os serviços de streaming no centro dessa dinâmica.

A possibilidade de acessar instantaneamente músicas de diferentes épocas mudou a forma como o público consome música, impulsionando um fenômeno cultural que atravessa gerações. Nesse cenário, as fronteiras entre o “novo” e o “antigo” ficam cada vez mais difusas no universo musical.

De janeiro a abril, cerca de um terço de todas as reproduções globais da plataforma foram de faixas lançadas há pelo menos 10 anos. Já uma em cada seis execuções correspondeu a músicas com mais de duas décadas, evidenciando o peso crescente de faixas antigas no consumo atual de música.

O fenômeno ganhou ainda mais força com o retorno do hit Billie Jean, de Michael Jackson (1958–2009), ao top 10 da parada global do Spotify, impulsionado pelo lançamento de sua cinebiografia.

A faixa do álbum Thriller registrou cerca de 3,6 milhões de reproduções em apenas um dia no mundo todo. Já Beat It, também presente no mesmo disco, alcançou 2,7 milhões de plays no mesmo período e chegou à 28ª posição no ranking global.

O que mais chama a atenção dos analistas é a mudança no comportamento da Geração Z, formada por jovens entre 13 e 24 anos. Mesmo sem ter vivido o auge de muitos desses sucessos, esse público tem demonstrado maior interesse por músicas clássicas.

Entre esses ouvintes, a preferência por lançamentos da década de 2020 caiu de 55% para 44%, enquanto o consumo de faixas dos anos 1990 ou anteriores subiu para 25%.

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