Rubio vê futuros governos latino-americanos mais próximos da estratégia de Trump

André Oliveira
2 min de leitura
Marco Rubio em depoimento na Câmara dos Representantes do s EUA

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (3) que espera que futuros governos eleitos na América Latina ampliem a adesão à aliança de segurança lançada pelo presidente Donald Trump em março deste ano. Durante audiência no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes, em Washington, Rubio destacou que mais de 14 países do hemisfério já aderiram à iniciativa, criada para fortalecer a cooperação no combate ao terrorismo, ao narcotráfico e a outras ameaças à segurança regional. Segundo ele, a expectativa é de que o número de integrantes aumente nos próximos meses, acompanhando possíveis mudanças de liderança em diferentes países da região.

As declarações foram feitas durante a apresentação do projeto de orçamento do Departamento de Estado para o ano fiscal de 2026-2027. A aliança, denominada “Escudo das Américas”, foi lançada em março durante uma reunião realizada na Flórida e reuniu cerca de metade dos países da América Latina e do Caribe convidados pelos Estados Unidos. O encontro ocorreu em um contexto de fortalecimento de governos conservadores na região, contando com a participação de países como Argentina, Chile, El Salvador e Equador. A iniciativa tem como foco a coordenação de ações voltadas ao enfrentamento do crime organizado transnacional e do narcotráfico, além do fortalecimento da cooperação em segurança entre os países participantes.

Ao comentar o cenário regional, Rubio afirmou que a América é composta por diversos amigos e aliados dos Estados Unidos, mas não mencionou o Brasil entre os países alinhados à iniciativa. A fala ocorre em meio à estratégia do governo Trump de ampliar sua influência na América Latina por meio de acordos de segurança e cooperação regional. O “Escudo das Américas” é apontado pela administração norte-americana como uma das principais ferramentas para consolidar essa política, buscando integrar governos dispostos a atuar conjuntamente contra organizações criminosas, cartéis de drogas e outras ameaças consideradas prioritárias para a segurança hemisférica.

MARCADO:
Compartilhar este artigo