Caso Henry: perito reforça que criança sofreu antes de morrer

André Oliveira
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Reprodução/Internet.

O quinto dia de julgamento sobre a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, foi marcado pelo depoimento do perito Luiz Carlos Leal Prestes, primeira testemunha ouvida nesta sexta-feira. Durante sua fala, o especialista afirmou que a criança teve uma morte “lenta e agônica” e destacou que Henry “sofreu até sucumbir”, reforçando a gravidade do caso que segue sendo analisado pela Justiça. O depoimento foi acompanhado com atenção pelas partes envolvidas no julgamento, considerado um dos mais emblemáticos dos últimos anos no Rio de Janeiro.

Ao detalhar sua análise pericial, Luiz Carlos Leal Prestes sustentou que Henry já chegou sem vida ao Hospital Barra D’Or, localizado na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A declaração confronta diretamente uma das versões apresentadas pela defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, que argumenta que o menino poderia ter morrido durante tentativas de reanimação realizadas na unidade hospitalar. Segundo o perito, porém, os elementos analisados apontam que a morte ocorreu antes da chegada ao hospital.

O depoimento do especialista se tornou um dos pontos centrais do julgamento neste quinto dia, especialmente por contrariar a linha de defesa apresentada por Jairinho. As declarações reforçam a tese de que Henry passou por intenso sofrimento antes de morrer, enquanto a discussão sobre as circunstâncias da morte continua sendo debatida no tribunal. O caso segue mobilizando grande repercussão pública desde a morte do menino, ocorrida quando ele tinha apenas 4 anos.

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