Caso de zoosadismo choca internet: Daiana Schuinsekel é ouvida e liberada pela polícia

André Oliveira
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Reprodução/Internet.

A mulher investigada por gravar cenas de tortura contra animais e comercializar os vídeos em redes sociais deixou a delegacia em liberdade após prestar depoimento em São Paulo. Daiana Schuinsekel de Almeida foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido na manhã da última quinta-feira (28), em um imóvel localizado no bairro da Bela Vista, na região central da capital paulista. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e pela defesa da investigada.

Segundo as investigações, Daiana é suspeita de produzir e vender conteúdos envolvendo maus-tratos a animais, incluindo coelhos e pintinhos, em plataformas digitais. A Polícia Civil apurou que ela teria sido identificada por meio de tatuagens e marcas nas pernas observadas nos vídeos investigados. De acordo com fontes ligadas ao caso, a mulher teria admitido aos policiais a produção do material, alegando, porém, que as gravações seriam antigas. Quando questionada sobre o paradeiro dos animais, ela optou por permanecer em silêncio. A suspeita foi levada à 3ª Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente, vinculada ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), responsável pela condução das investigações.

Apesar das suspeitas, os investigadores informaram que não encontraram elementos que configurassem prisão em flagrante durante os procedimentos realizados na delegacia. Por esse motivo, Daiana foi liberada após ser ouvida. A SSP-SP esclareceu posteriormente que ela não chegou a ser formalmente presa, mas apenas conduzida para prestar esclarecimentos. Os objetos recolhidos durante a operação foram apreendidos e encaminhados para perícia. A investigada segue sendo apurada pelos crimes de maus-tratos, zoosadismo e comercialização de vídeos de violência, enquanto a defesa sustenta que ela está colaborando com as autoridades e nega que tenha ocorrido qualquer prisão.

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