O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a processar o jornal Wall Street Journal em uma ação bilionária por difamação relacionada a reportagens sobre sua suposta ligação com o financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein. A nova ação judicial, apresentada na última quarta-feira (27), pede ao menos US$ 10 bilhões em indenização e foi protocolada após uma versão anterior do processo ter sido rejeitada pela Justiça americana por falhas legais. Trump acusa o jornal de ter prejudicado gravemente sua reputação ao publicar informações que o vinculavam a Epstein.
De acordo com o processo, o Wall Street Journal publicou uma reportagem afirmando que um cartão de aniversário enviado a Epstein continha a assinatura de Trump. Os advogados do republicano sustentam que o documento é falso e alegam que o jornal agiu de forma irresponsável ao divulgar o conteúdo sem comprovar sua autenticidade. A ação também acusa os responsáveis pela publicação de ignorarem deliberadamente a veracidade das informações antes da divulgação. Além do jornal, foram incluídos como réus o empresário Rupert Murdoch, as empresas Dow Jones e News Corp, o CEO Robert Thomson e os jornalistas Khadeeja Safdar e Joseph Palazzolo. Em resposta, a Dow Jones declarou ter confiança total na precisão da reportagem e afirmou que fará uma defesa vigorosa do caso.
A nova ofensiva judicial ocorre em meio a uma série de processos movidos por Trump contra veículos de comunicação nos Estados Unidos. A primeira ação contra o Wall Street Journal havia sido rejeitada pelo juiz federal Darrin P. Gayles, que entendeu que Trump não apresentou provas suficientes do chamado “dolo específico”, requisito exigido em ações de difamação envolvendo figuras públicas. O caso envolvendo Epstein segue gerando forte repercussão política e midiática nos Estados Unidos desde a morte do financista, em 2019, em uma prisão de Nova York. Trump afirma ter rompido relações com Epstein antes dos problemas legais do empresário se tornarem públicos, ainda em 2006.
