Marcola diz não conhecer Deolane Bezerra, afirma defesa do chefão do PCC

Nayara Vieira
2 min de leitura
Marcola diz não conhecer Deolane Bezerra, afirma defesa do chefão do PCC

O líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, manifestou “surpresa e indignação” ao ser informado sobre a Operação Vérnix, realizada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo. O detento recebeu a visita de seu advogado, Bruno Ferullo, na Penitenciária Federal em Brasília, onde cumpre pena em regime de segurança máxima, sem acesso a noticiários e com horário regrado de banho de sol. Durante o encontro de uma hora, o defensor detalhou as investigações que miram o cliente, seus familiares e também a influenciadora digital Deolane Bezerra.

De acordo com a nota divulgada pela defesa, Marcola negou veementemente qualquer participação nos fatos investigados, bem como a propriedade, direta ou indireta, da transportadora de fachada que, segundo o inquérito, era utilizada pela facção para lavar dinheiro e realizar repasses mensais à Deolane. Ele afirmou não conhecer a influenciadora nem o investigado Everton de Souza, ressaltando que sua única ligação com os alvos da operação se restringe ao parentesco com seu irmão, Alejandro, e seus sobrinhos, Leonardo e Paloma. O detento também negou que utilize o apelido de “narigudo”, codinome atribuído a ele pelas autoridades policiais nas investigações.

Para sustentar sua inocência, o líder da facção pontuou ao seu defensor que está sob total regime de isolamento e incomunicável desde o ano de 2019, quando foi transferido para o sistema penitenciário federal. A despeito das alegações da defesa, a investigação policial segue fundamentada em quebras de sigilo bancário e mensagens encontradas em celulares apreendidos, que apontam o uso da estrutura financeira da transportadora paulista para escoar o capital do crime organizado no sistema formal.

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