A atriz Luana Piovani usou as redes sociais nesta sexta-feira (8) para demonstrar indignação com um caso de violência e racismo ocorrido em Salvador. O desabafo ocorreu após a repercussão do caso envolvendo Henrique Borges, filho de Paulo Borges, criador da São Paulo Fashion Week (SPFW).
Segundo relato do jovem de 20 anos à revista Piauí, ele afirmou ter sido agredido física e verbalmente com ofensas racistas no camarote do Candyall Guetho Square, em 11 de janeiro, após um desentendimento envolvendo uma lata de energético.
Ele disse ainda ter sido chamado de “ladrão” e “vagabundo” e atingido com socos no rosto por Décio Caribé de Castro Júnior, professor de karatê.
A artista afirmou ter ficado “estarrecida” com o episódio e fez uma reflexão sobre a estrutura social da Bahia. “Como é que pode a Bahia, ser o estado autodeclarado mais negro desse nosso Brasil e o poder estar só nas mãos dos brancos. Eu queria entender porque que a Bahia ainda não mudou esse cenário”, destacou.
Na sequência, ela comentou a percepção de impunidade que, segundo ela, costuma cercar esse tipo de caso. “O que eu não conformo é como um homem branco se sente à vontade de agredir um menino negro num lugar negro. Ou seja, ele está certo da impunidade. Ele sabe que ele tá acima do bem e do mal por sua condição branca. O que eu fico pensando é o seguinte, até quando a Bahia vai ficar passando pano para branco, hein? Até quando?”, questionou.
Por fim, Piovani também cobrou mais consciência racial e um posicionamento diante de casos de violência contra pessoas negras: “Me lembro que uma vez eu li um post que dizia o seguinte: ‘A sorte dos brancos é que os negros não querem vingança, eles querem respeito e igualdade’. Eu acho que tá na hora de vocês quererem um pouco vingança, porque não dá”.
