O Irã anunciou nesta quarta-feira (6) que a navegação pelo Estreito de Ormuz é considerada segura sob a adoção de “novos procedimentos”. A declaração ocorre após os Estados Unidos suspenderem o “Projeto Liberdade”, uma breve operação militar iniciada na última segunda-feira (4) para escoltar navios mercantes pela região. Washington interrompeu a missão alegando avanços nas negociações de paz, o que gerou a primeira reação oficial da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana sobre a descontinuidade da operação.
Apesar de não detalhar as novas normas, o governo iraniano agradeceu a cooperação de capitães e armadores no Golfo Pérsico e no Mar de Omã por seguirem os “regulamentos do Irã”. Teerã mantém a reivindicação de soberania sobre a hidrovia e planeja cobrar taxas das embarcações pela travessia. Essa postura é vista com preocupação por líderes mundiais, que alertam para a ilegalidade da medida perante o direito marítimo e o risco de comprometer os esforços diplomáticos para encerrar o conflito.
A crise na região se intensificou desde 28 de fevereiro, com o início da guerra envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã. Desde então, Teerã restringiu o tráfego na hidrovia estratégica, condicionando a passagem ao controle iraniano e ao pagamento de tarifas. A atual tentativa de estabilização ocorre em um cenário de incertezas, onde a intransigência sobre o controle do estreito ainda representa uma ameaça direta à segurança global e à economia.
