O clima no Santos atingiu um ponto crítico na última terça-feira (05), durante a viagem da delegação ao Paraguai para o confronto contra o Deportivo Recoleta pela Copa Sul-Americana. O jovem atacante Robinho Jr. foi recebido com vaias por parte da torcida na saída do hotel em Pedro Juan Caballero, um contraste direto à recepção calorosa dada a Neymar, que mobilizou fãs na fronteira.
A hostilidade contra o jovem é reflexo de um desentendimento ocorrido no treino de domingo, quando, após uma troca de provocações, Neymar teria aplicado uma rasteira no colega. Embora o camisa 10 tenha pedido desculpas ao elenco e o departamento de futebol considere o episódio uma “coisa de treino” já superada, o staff de Robinho Jr. reagiu de forma incisiva, solicitando imagens da atividade e discutindo até uma possível rescisão contratual, o que foi visto pela diretoria como uma atitude precipitada.
Diante da repercussão, o presidente Marcelo Teixeira instaurou uma sindicância interna para apurar os fatos e avalia punir Neymar com uma multa por indisciplina, ainda que o clube tente manter a estabilidade esportiva do grupo. A tensão dos bastidores acabou se refletindo nas arquibancadas do estádio paraguaio, onde torcedores santistas protagonizaram uma briga generalizada pouco antes do início da partida, sendo necessária a intervenção da polícia local. Em meio ao caos extra-campo, as escolhas técnicas também chamaram a atenção: enquanto Neymar iniciou o jogo como titular, Robinho Jr. começou o duelo no banco de reservas, evidenciando o momento delicado vivido pela promessa santista.
ASSISTA:
