Uma ação judicial movida pela Prefeitura do Rio de Janeiro contra o humorista Renato Aragão ganhou novos desdobramentos que podem comprometer a venda de seu patrimônio, segundo informações da coluna de Fábia Oliveira do portal Metrópoles. O caso, que envolve uma dívida de IPTU acumulada em mais de meio milhão de reais, entrou em uma fase decisiva após a Procuradoria do Município solicitar medidas mais severas para garantir o pagamento dos débitos pendentes. O imbróglio jurídico gira em torno de uma mansão de luxo localizada no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da cidade, avaliada e colocada à venda pelo artista por R$ 18 milhões.
A execução fiscal teve início em dezembro de 2025, referente a impostos não pagos durante os anos de 2021, 2022 e 2023. Atualmente, o montante total da dívida chega a R$ 548.283,69. Embora a juíza Katia Cristina Nascente Torres tenha determinado, em janeiro de 2026, que o pagamento fosse realizado em um prazo de cinco dias, a dificuldade em formalizar a notificação do comediante levou a prefeitura a adotar uma postura mais incisiva no processo.
Em manifestação protocolada no último dia 28 de abril, o Município solicitou que, caso a carta inicial de citação não seja efetivada, Renato Aragão seja citado diretamente por um oficial de Justiça. Indo além, a prefeitura pediu que, na impossibilidade de encontrá-lo pessoalmente, a citação ocorra por meio de edital. O ponto mais crítico da nova petição é o pedido de arresto do imóvel, uma medida cautelar que visa bloquear o bem para assegurar a quitação da dívida.
Caso a Justiça autorize o arresto, a mansão de R$ 18 milhões ficará impedida de ser vendida ou de receber qualquer outro tipo de destinação comercial até que o débito com o fisco municipal seja regularizado. Com essa movimentação, a Prefeitura do Rio busca garantir que eventuais dificuldades em localizar o famoso não impeçam a recuperação do valor em aberto, colocando em risco a conclusão da venda do imóvel milionário.
