Governo britânico considera barrar protestos pró-Palestina por questões de segurança

André Oliveira
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Primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que o governo britânico avalia a possibilidade de proibir marchas pró-Palestina em determinadas circunstâncias, diante de preocupações com segurança e tensões sociais. A declaração foi feita após dois homens judeus serem esfaqueados em Londres, episódio que, segundo o premiê, intensificou o debate sobre o impacto acumulado dessas manifestações na comunidade judaica do país. Starmer destacou que, embora defenda a liberdade de expressão e o direito a protestos pacíficos, o cenário atual exige atenção redobrada das autoridades.

De acordo com o líder britânico, certas palavras de ordem entoadas durante os atos, como “Globalize a Intifada”, ultrapassam os limites aceitáveis por, segundo ele, incentivarem formas agressivas de resistência contra Israel. Nesse contexto, Starmer afirmou que indivíduos que utilizarem esse tipo de discurso devem ser processados. As manifestações pró-Palestina tornaram-se frequentes em cidades como Londres desde o ataque do Hamas a Israel, em outubro de 2023, que desencadeou a atual guerra na Faixa de Gaza.

Críticos dessas mobilizações alegam que os protestos têm gerado hostilidade e servido como foco para episódios de antissemitismo no país. O governo britânico, por sua vez, sinaliza que poderá adotar medidas mais duras caso considere que a segurança pública ou a convivência social estejam sendo ameaçadas. A possível restrição às marchas, no entanto, reacende o debate sobre os limites entre liberdade de manifestação e a necessidade de garantir ordem e proteção a diferentes comunidades.

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