A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal acendeu um alerta dentro da própria Corte sobre o avanço de pressões políticas no Senado. O episódio, considerado histórico, expôs a força de uma pauta mais crítica ao STF entre parlamentares.
Pela Constituição, cabe ao Senado julgar ministros do Supremo em casos de crimes de responsabilidade. Para que um magistrado seja afastado, são necessários 54 votos entre os 81 senadores, o que hoje ainda é visto como improvável, mas já não é descartado em cenários futuros.
Nos bastidores, a avaliação é de que o crescimento de bancadas mais alinhadas a pautas críticas ao STF pode aumentar esse tipo de pressão nos próximos anos. O tema ganhou ainda mais força após a votação que barrou a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
