A atriz Luana Piovani foi condenada pela Justiça de São Paulo a quatro meses e quinze dias de detenção, em regime aberto, pelo crime de injúria contra o jogador Neymar. A decisão foi proferida após uma queixa-crime apresentada pelo atleta, que acusou a atriz de ofender sua honra por meio de declarações publicadas nas redes sociais. Segundo o processo, as manifestações ocorreram entre o fim de maio e o início de junho de 2024, período em que Piovani fez críticas públicas ao jogador.
De acordo com a acusação, a atriz utilizou termos considerados ofensivos, como “mau caráter”, “escroto”, “ignóbil” e “péssimo exemplo como cidadão, como pai e como homem”, o que teria atingido a dignidade e o decoro de Neymar. A defesa do jogador sustentou que as falas extrapolaram o direito à liberdade de expressão e configuraram crime contra a honra. Por outro lado, a defesa de Piovani argumentou que as declarações faziam parte de um posicionamento crítico sobre temas de interesse público e sobre a conduta de uma figura pública, ressaltando ainda que aspectos da vida pessoal do atleta já haviam sido expostos anteriormente.
Durante a tramitação do caso, a defesa da atriz solicitou o depoimento de Bruna Biancardi como testemunha, alegando que seria relevante para contextualizar os fatos. No entanto, o pedido foi negado pela Justiça, com base na preservação da harmonia familiar e na possibilidade de constrangimento. Após a condenação, o advogado de Piovani afirmou que discorda da decisão e informou que irá recorrer. Já a defesa de Neymar não se manifestou sobre o processo, que corre sob segredo de Justiça.
