Acusações de assédio e abuso colocam diretora do JPMorgan no centro de investigação judicial

André Oliveira
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A diretora executiva da divisão de Leveraged Finance do JPMorgan Chase, Lorna Hajdini, tornou-se alvo de uma ação judicial protocolada no Supreme Court of New York County por um funcionário identificado sob o pseudônimo John Doe. O processo, revelado publicamente nesta semana, descreve um suposto padrão de assédio sexual, coerção, abuso com conotação racista e até administração de substâncias sem consentimento ao longo de meses. Em resposta, o banco nega todas as acusações e sustenta que a ação não possui mérito.

Segundo a petição, os episódios relatados incluem abordagens físicas e verbais consideradas abusivas pelo autor. Em um dos encontros descritos, Hajdini teria feito comentários ofensivos de cunho racista direcionados à esposa do funcionário e praticado atos de natureza sexual sem consentimento. O processo também menciona um segundo episódio em que, mesmo diante de pedidos explícitos para interromper a situação, as ações teriam continuado, acompanhadas de novas ofensas racistas. Os relatos destacam ainda a reação da executiva diante da resistência do funcionário, marcada por intimidação verbal e descrédito em relação à possibilidade de denúncia.

De acordo com a ação, John Doe formalizou uma queixa interna junto ao banco em maio de 2025, sendo colocado em licença compulsória poucos dias depois e tendo seu acesso aos sistemas corporativos bloqueado. O documento judicial afirma ainda que o funcionário passou a receber ameaças anônimas relacionadas à sua situação migratória. Além das acusações individuais, o processo levanta questionamentos sobre possíveis falhas nos mecanismos de compliance da instituição, especialmente no que diz respeito à proteção de denunciantes em ambientes onde superiores hierárquicos detêm influência direta sobre promoções e bonificações.

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