A Polícia Federal abriu investigação para apurar se um auditor da Receita Federal permitiu a entrada irregular de bagagens no Brasil em um voo que transportava o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira. Segundo a apuração, cinco volumes teriam ingressado no país sem passar por fiscalização no aeroporto, levantando suspeitas de prevaricação e descaminho.
O voo partiu da ilha de São Martinho, no Caribe, e foi realizado em aeronave particular ligada ao empresário Fernando Oliveira Lima, associado a plataformas de apostas. Além dos dois políticos, outros parlamentares e um ex-vereador investigado também estavam a bordo.
A presença de autoridades com foro privilegiado fez com que o caso fosse enviado ao Supremo Tribunal Federal. Agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir se a Corte será responsável por conduzir a investigação. Hugo Motta afirmou que seguiu todos os protocolos legais, enquanto Ciro Nogueira ainda não se manifestou.
