O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou por um procedimento cirúrgico nesta sexta-feira (24), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para a retirada de uma lesão no couro cabeludo. O diagnóstico confirmado pela equipe médica foi de carcinoma basocelular, considerado o tipo de câncer de pele mais comum e de menor gravidade. Segundo o médico Ricardo Kalil, a lesão era localizada e não apresentava metástases, permitindo que a intervenção ocorresse de forma tranquila e sem intercorrências.
Além da remoção da lesão, o presidente aproveitou a estada hospitalar para realizar uma infiltração no punho direito, visando aliviar dores persistentes na região do polegar. O procedimento de cauterização no couro cabeludo, realizado na mesma área operada em fevereiro deste ano, é um processo simples de remoção de excesso de pele, frequentemente associado aos efeitos da exposição solar ao longo do tempo. A equipe médica aguarda agora o resultado da biópsia de rotina para concluir o acompanhamento laboratorial.
Diferente de cirurgias mais invasivas, as intervenções realizadas não exigirão que o presidente permaneça em repouso absoluto ou cumpra restrições severas em sua agenda. A previsão é que Lula receba alta ainda hoje, retornando para sua residência após algumas horas de observação clínica. A rapidez da recuperação é uma característica comum desse tipo de tratamento dermatológico, que foca na eliminação pontual da lesão sem afetar significativamente a rotina do paciente.
Este é o segundo procedimento do gênero ao qual Lula se submete em 2026, repetindo o protocolo de cuidados adotado no início do ano. Na ocasião anterior, o presidente chegou a apresentar uma pequena crosta de cicatrização na cabeça durante compromissos públicos, sinal esperado do processo natural de cura da pele. Com o tratamento atual, a Presidência reforça o caráter preventivo das intervenções, garantindo a continuidade das atividades oficiais sem interrupções prolongadas.
