A astronauta Christina Koch, integrante da missão Artemis II que sobrevoou o lado oculto da Lua no início de abril, compartilhou nas redes sociais um vídeo demonstrando os efeitos da microgravidade no corpo humano.
O fenômeno acontece em ambientes com influência reduzida da gravidade, como o espaço, provocando a sensação de ausência de peso e permitindo que os astronautas flutuem dentro das naves.
No registro, ela aparece tentando caminhar de olhos fechados sete dias após o retorno à Terra. Em alguns momentos, é possível perceber a dificuldade de equilíbrio, como se pudesse perder a estabilidade a cada passo.
“Quando as pessoas vivem em microgravidade, os sistemas do nosso corpo que evoluíram para dizer ao cérebro como nos movemos, os órgãos vestibulares não funcionam corretamente”, destacou.
Koch segue explicando os efeitos após viajar para o espaço. “Nosso cérebro aprende a ignorar esses sinais e, portanto, quando retornamos à gravidade, dependemos muito da visão para nos orientarmos”, afirmou.
“Caminhar com os olhos fechados pode ser um grande desafio! Aprender sobre isso pode nos ajudar a entender melhor como tratamos vertigem, concussões e outras condições neurovestibulares na Terra”, acrescentou.
A profissionl também destacou que, em cerca de sete dias, os integrantes da missão já estavam novamente adaptados à gravidade terrestre, embora ainda enfrentassem alguns desafios no processo de readaptação.
