O boxeador Esquiva Falcão anunciou nesta segunda-feira (20) a venda do objeto mais simbólico de sua carreira nos ringues: a medalha de prata conquistada nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. A decisão foi divulgada pelo próprio atleta em suas redes sociais.
“Hoje me despeço de um dos maiores símbolos da minha vida: minha medalha olímpica. Minha maior conquista no boxe. Representa muito mais do que prata, representa a luta de um menino sonhador”, afirmou.
“Estou muito triste com isso. Essa decisão doeu muito, porque essa medalha carrega parte da minha alma, da minha família. Não é apenas uma medalha. Isso me fez refletir sobre uma realidade dura do nosso país. Muitas vezes, o atleta olímpico não recebe o devido valor. Mesmo após o pódio, falta apoio e valorização”, destacou.
O atleta destacou ainda que a decisão de vender a medalha não interfere em sua história no esporte, nem apaga as conquistas construídas ao longo da carreira: “Vender essa medalha não apaga minha história, porque o verdadeiro valor nunca esteve no metal, e sim em tudo que ela simboliza”.
De acordo com Esquiva, a venda não teve relação com dívidas, mas foi uma escolha voltada para investir no futuro da família e na carreira fora do boxe. O esportista também revelou o plano de inaugurar uma academia própria, já que hoje conduz o projeto em um imóvel alugado. O valor da venda não foi divulgado.
Na categoria peso médio (até 76 kg), Esquiva Falcão conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos após uma decisão apertada contra o japonês Ryota Murata, perdendo por apenas um ponto na final. Ao longo da competição, ele passou por nomes como Soltan Migitinov, Zoltán Harcsa e Anthony Ogogo.
O desempenho foi, à época, a melhor campanha já registrada por um brasileiro no boxe olímpico, marca que mais tarde seria superada com a medalha de ouro de Robson Conceição nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.
