Gilmar Mendes quer incluir Zema em inquérito das fake news

Nayara Vieira
2 min de leitura
Gilmar quer incluir Zema em inquérito das fake news (Reprodução)

O ministro decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, solicitou formalmente a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), no inquérito das fake news. A solicitação, que tramita sob sigilo, foi encaminhada ao relator da investigação, ministro Alexandre de Moraes. No momento, o Judiciário aguarda um posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) para decidir se Zema passará a figurar como um dos investigados no processo que apura a disseminação de informações falsas e ataques às instituições.

O estopim para a nova ofensiva jurídica foi a publicação de um vídeo nas redes sociais do ex-governador mineiro. No conteúdo compartilhado, dois fantoches representando os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli aparecem em uma encenação discutindo detalhes sobre o polêmico escândalo do Banco Master. Para o decano, a postagem extrapola a liberdade de expressão e configura uma tentativa de ridicularizar e descredibilizar integrantes da Suprema Corte perante a opinião pública.

Este episódio é mais um capítulo no histórico de embates diretos entre Gilmar Mendes e Romeu Zema. Em abril, o decano já havia subido o tom contra o político mineiro após Zema defender publicamente o impeachment e a prisão dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Naquela ocasião, Gilmar classificou a postura de Zema como uma “contradição”, ironizando o fato de o ex-governador atacar o tribunal ao qual recorreu diversas vezes para obter liminares favoráveis ao estado de Minas Gerais, como no caso do adiamento da dívida com a União.

Em resposta às críticas anteriores do magistrado, Romeu Zema manteve sua posição combativa, afirmando que decisões judiciais favoráveis ao seu estado no passado não o obrigam a ser “submisso ao Supremo Tribunal Federal”. Até o fechamento desta edição, o ex-governador ainda não havia se manifestado oficialmente sobre este novo pedido de investigação. O caso agora depende do parecer da PGR, que deverá avaliar se há elementos suficientes para configurar crime ou se a conduta se limita ao campo da crítica política.

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