O professor goiano Danilo Neves Pereira, de 35 anos, está desaparecido em Buenos Aires desde a madrugada do dia 14 de abril, gerando profunda angústia entre amigos e familiares. Com uma trajetória acadêmica sólida, Danilo atuou por 12 anos como professor de inglês na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estava na fase final de seu doutorado em linguística aplicada pela UFRJ. Ele havia se mudado para a capital argentina há cerca de seis meses, uma escolha pessoal feita enquanto se dedicava à escrita de sua tese.
As circunstâncias do desaparecimento apontam para um possível encontro agendado por aplicativo. De acordo com o amigo Diego Machado, o último contato de Danilo ocorreu por volta das 4h da manhã, quando ele informou que iria se encontrar com uma pessoa e enviou sua localização. “Provavelmente foi um encontro de aplicativo. Desde então, a gente não tem mais nenhuma notícia dele”, relatou Diego, enfatizando que não há indícios de uma partida voluntária, visto que o professor sempre foi reconhecido por seu perfil extremamente responsável.
A Polícia Turística de Buenos Aires confirmou que o caso já está sob investigação oficial, embora mantenha sigilo sobre os detalhes das diligências para não comprometer as buscas. Em paralelo, o Itamaraty informou que o Consulado do Brasil na Argentina foi prontamente acionado e está prestando a assistência cabível à família do brasileiro. A comunidade acadêmica da UFG, onde Danilo também foi professor substituto, acompanha o caso com preocupação, mobilizando redes sociais na esperança de obter informações sobre seu paradeiro.
Natural de Goiânia e mestre em letras, Danilo é descrito por conhecidos como uma pessoa dedicada e de rotina organizada. A falta de movimentação e o silêncio desde o envio da última localização tornam o cenário alarmante para aqueles que convivem com ele. Enquanto as autoridades argentinas processam os dados do encontro e possíveis imagens de segurança, amigos reforçam o apelo por qualquer pista que ajude a localizar o docente, que antes de migrar para a Argentina, mantinha residência no Rio de Janeiro.
