O atual apresentador do “Big Brother Brasil”, Tadeu Schmidt, sempre carregou a influência gigante de seu irmão, Oscar Schmidt – que morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos – como bússola para sua própria trajetória. Embora hoje seja um dos maiores nomes do entretenimento e do jornalismo brasileiro, o início de sua jornada foi pautado pelo desejo de brilhar nas arenas esportivas. Tadeu admite que a figura do “Mão Santa” era sua maior referência:
“Nunca sonhei em ser jornalista. Nunca sonhei em ser médico, dentista. Nunca sonhei exercer uma profissão tradicional. E sempre quis ser atleta. E como meu irmão era um ídolo, sempre achei que seria um ídolo do esporte também”, revelou em 2016.
A transição para a comunicação não foi um plano B imediato, mas o resultado de uma autocrítica severa após uma frustração no voleibol. Tadeu tentou seguir os passos da família no esporte, mas a pressão e o nível de excelência exigido o fizeram repensar seu futuro. Ele buscava uma identidade própria, longe da sombra das quadras que consagraram o irmão. A decisão veio após um momento decisivo em sua juventude: “Fui cortado da seleção brasileira infanto-juvenil [de vôlei]. Aí Oscar falou: ‘não desista, eu também fui cortado da minha primeira seleção’. Só que o Oscar tinha 15 anos e foi cortado da seleção adulta”, relembrou.
Essa diferença de contexto entre os irmãos foi o estopim para que Tadeu buscasse o seu próprio pódio, trocando a bola pelo microfone para evitar comparações inevitáveis. A percepção de que sua história no esporte não atingiria o mesmo patamar épico de Oscar o levou a desistir das quadras e investir no talento com as palavras. Como ele mesmo pontuou sobre aquele momento de ruptura: “Foi uma grande decepção e eu achei que eu não ia conseguir ser grande no vôlei como eu gostaria de ser. Aí desisti”. Assim, o Brasil perdeu um atleta, mas ganhou um dos comunicadores mais carismáticos da televisão.
