A morte da brasileira Gisele Meira, ocorrida em 30 de março na cidade de Oliva, na Espanha, passou a ser formalmente investigada pelas autoridades locais após o retorno do namorado da vítima, Joel Lewandowski, ao Brasil. Lewandowski, que inicialmente relatou o caso aos socorristas como suicídio, comunicou sua chegada em solo brasileiro à mãe de Gisele por meio de uma mensagem enviada pelo próprio celular da vítima, a quem se referiu como “sogrinha”.
A versão inicial de suicídio, que havia evitado uma investigação profunda no dia do ocorrido, é categoricamente contestada pela família da jovem. Segundo a advogada Carina Goiatá, que representa os familiares, a polícia espanhola agora investiga Lewandowski e outros dois imigrantes que residiam no mesmo apartamento. Movimentações suspeitas reportadas pela imobiliária local reforçam as dúvidas: no mesmo dia do óbito, o rapaz firmou um novo contrato de locação e, posteriormente, deixou a Espanha sem quitar dívidas ou levar os pertences de Gisele.
Em um vídeo divulgado nesta quinta-feira, a mãe da vítima, Eliane Theodoro, fez um apelo emocional para que perícias detalhadas sejam realizadas. Ela afirma que a filha possuía planos futuros e “vontade de viver”, contradizendo a tese de interrupção voluntária da própria vida. A defesa da família agora aguarda os exames forenses das autoridades espanholas para determinar se houve violência física antes da morte e esclarecer as circunstâncias do óbito no apartamento de Oliva.
