Crise eleitoral no Peru: candidato exige anulação do pleito e fala em revolta popular

André Oliveira
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O candidato presidencial Rafael Lopez Aliaga, do partido Renovação Popular, faz discurso durante o comício de encerramento de sua campanha, em Lima, Peru, em 9 de abril de 2026

Um candidato da ultradireita no Peru ameaçou convocar uma insurgência civil nacional caso a Justiça Eleitoral não anule as eleições presidenciais realizadas no último domingo (12). Rafael López Aliaga, do partido Renovação Popular, deu um prazo de 24 horas para que o pleito seja invalidado, afirmando que recorrerá à mobilização popular caso sua exigência não seja atendida. A declaração foi feita durante um discurso a apoiadores na última terça-feira (14).

A ameaça ocorreu horas antes de Aliaga ser ultrapassado na apuração dos votos pelo candidato de esquerda Roberto Sánchez. Segundo os dados mais recentes, a diferença entre os dois é inferior a meio ponto percentual, indicando uma disputa acirrada. Em sua fala, o candidato criticou duramente o processo eleitoral, chegando a classificar o pleito de forma pejorativa e afirmando estar em “alerta permanente” diante do resultado.

O episódio acontece em meio a um cenário de tensão política no país, marcado por questionamentos sobre a lisura da eleição e forte polarização entre os candidatos. A exigência de anulação do pleito e a ameaça de mobilizações ampliam a instabilidade no processo eleitoral peruano, que segue sob atenção das autoridades e da comunidade internacional.

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