O casal de influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (15), em uma propriedade de luxo no interior de São Paulo. A ação integra a Operação Narco Fluxo, que investiga um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro supostamente liderado pelo funkeiro MC Ryan SP. A ordem de prisão temporária e os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo juiz Roberto Lemos dos Santos Filhos, da 5ª Vara Federal de Santos, após investigações apontarem o casal como peça-chave na movimentação financeira do grupo.
De acordo com documentos da Polícia Federal, Chrys e Débora utilizavam a empresa Casal Imports para atuar como financiadores do sistema criminoso. O esquema consistia na transferência de recursos provenientes de rifas digitais para contas de empresas ligadas a MC Ryan SP, mascarando a origem dos ativos. Chrys Dias, que acumula quase 15 milhões de seguidores nas redes sociais e é conhecido pela amizade próxima com o cantor, apresenta-se publicamente como empresário do artista, o que teria facilitado o trânsito de capitais entre os investigados.
Natural do Capão Redondo, Chrys Dias construiu sua fama na internet ostentando um estilo de vida luxuoso e promovendo sorteios online ao lado da esposa. No ano passado, o influenciador já havia protagonizado uma polêmica ao ser obrigado a devolver uma Ferrari SUV Purosangue a pedido da própria fabricante. Agora, além das prisões, endereços ligados ao casal foram vasculhados pelos agentes federais em busca de novas provas que detalhem a extensão do fluxo financeiro e o uso de criptoativos na lavagem do montante bilionário sob investigação.
Em posicionamento oficial, a defesa de MC Ryan SP afirmou que ainda não teve acesso aos detalhes do procedimento, mas reiterou a “absoluta integridade” do artista. Os advogados sustentam que todas as transações financeiras do funkeiro possuem origem comprovada, com o devido recolhimento de tributos e rigoroso controle contábil. A nota encerra manifestando confiança de que os esclarecimentos futuros restabelecerão a verdade, enquanto o processo segue sob a supervisão da Justiça Federal para identificar todos os beneficiários da rede de lavagem de dinheiro.
