Caso Cão Orelha: Homem investigado por suposta coação morre em SC

Nayara Vieira
3 min de leitura
Investigado por suposta coação no caso do Cão Orelha morre em SC (Foto: Reprodução)

Tony Marcos de Souza, de 52 anos, faleceu na madrugada de segunda-feira (13) em Florianópolis, Santa Catarina. O falecimento foi confirmado pela assessoria de seu advogado, e as informações preliminares apontam que a causa da morte teria sido um infarto do miocárdio. O velório ocorreu ainda hoje na capital catarinense, marcando o encerramento da trajetória de uma figura que havia se tornado central em desdobramentos recentes da justiça local.

Tony era tio de um dos adolescentes inicialmente citados na investigação da morte do “Cão Orelha”, caso que gerou grande repercussão no estado. Além do parentesco, ele era alvo de uma apuração paralela conduzida pelas autoridades. Essa investigação específica buscava esclarecer suspeitas de coação de testemunhas, o que colocava Tony sob o radar da polícia como um possível articulador nos bastidores do processo principal.

A Polícia Civil de Santa Catarina, no entanto, mantém uma postura cautelosa e não confirmou nominalmente a condição processual do falecido. Em nota oficial, a corporação explicou que, seguindo a legislação vigente, não divulga dados pessoais de investigados ou indiciados. Essa política de sigilo visa proteger a integridade dos procedimentos policiais que ainda estão em curso e evitar exposições indevidas antes de conclusões definitivas.

Atualmente, o caso principal sobre a morte do animal segue aguardando novas manifestações do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O órgão solicitou diligências adicionais à Polícia Civil, por entender que o inquérito ainda carece de um aprofundamento técnico antes de apontar os responsáveis finais. A polícia, por sua vez, garantiu que atenderá a todas as solicitações da promotoria com a maior brevidade possível para solucionar o episódio.

Com a morte de Tony Marcos de Souza, abre-se uma lacuna na investigação de coação de testemunhas, já que ele era o principal foco dessa linha de apuração. Enquanto o luto marca a família, o Poder Judiciário catarinense corre contra o tempo para reunir provas que esclareçam tanto a morte do Cão Orelha quanto as possíveis interferências externas que tentaram silenciar o processo investigativo até o momento.

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