Após a divulgação dos primeiros dados sobre o uso da polilaminina em pacientes paraplégicos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou ter recebido 72 solicitações de medidas judiciais cautelares relacionadas ao tema. Desse total, 42 foram apresentadas pelo laboratório Cristália, que financia a pesquisa.
Até o momento, 38 dessas solicitações foram autorizadas pela Anvisa, três foram negadas e uma segue em análise, aguardando informações complementares. Apesar disso, o número total é incalculável, embora as demandas tenham se intensificado nos tribunais após a divulgação de relatos de sucesso em alguns pacientes.
As autorizações concedidas referem-se a casos de uso compassivo, quando há decisão judicial favorável para a aplicação de substâncias ou tratamentos experimentais ainda sem registro na Anvisa. Esse tipo de medida é permitido em situações de doenças graves, sem opções terapêuticas disponíveis.
Embora a pesquisa tenha começado há cerca de 30 anos e a bióloga Tatiana Sampaio tenha divulgado, em 2025, os dados de um estudo preliminar com oito pacientes, a demanda pelo tratamento aumentou de forma expressiva após a repercussão nas redes sociais.
O estudo clínico de fase 1 foi autorizado pela agência em janeiro deste ano e tem como objetivo avaliar a segurança da aplicação em cinco pacientes, com idades entre 18 e 72 anos. Esta é a primeira das três etapas necessárias para embasar um eventual registro do medicamento.
