O ex-ministro da Economia Paulo Guedes avalia que o cenário político caminha para um fortalecimento de forças conservadoras nas eleições de 2026. Na visão dele, o desempenho modesto da economia pode enfraquecer o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e abrir espaço para a oposição conquistar vantagem nas urnas.
“Quando você gasta mais, emite mais moeda, gera inflação, aumenta o juro, reduz o crescimento. O Brasil vai crescer menos e isso vai empurrar [o eleitorado] para o outro lado”, defendeu ele durante palestra realizada na última quinta-feira (9), no Fórum da Liberdade, em Porto Alegre.
Guedes utilizou a recente vitória de José Antonio Kast, no Chile, como exemplo. “No primeiro turno deu Boric 30%. No segundo turno, deu Boric 30% novamente. Aqui vai acontecer igualzinho”, previu.
Em seguida, ele atribuiu o desempenho fraco da economia à atual administração de Lula, sustentando que deixou a situação fiscal equilibrada ao encerrar sua gestão, no fim de 2022.
“No país onde era tudo amarrado, começaram a desamarrar e começou a crescer. Por isso, o Brasil tem um potencial imenso. Se você desamarrar, pode sair voando, e foi o que a gente fez”, declarou.
O ex-ministro do governo do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) ressaltou uma convergência entre grupos que defendem pautas liberais na economia e posições conservadoras nos campos político e cultural. Segundo ele, essa combinação expressa o que define como o “espírito predominante da época” e vê “ascensão global da direita” no mundo.
“Se ele ganhar [Flávio Bolsonaro], terá meu total apoio. Mas Zema, Caiado, Ratinho Júnior, todos eles já tiraram fotos juntos, pois a centro-direita estará junta”, afirmou.
