Por ordem de Moraes, Exército prende três militares condenados por tentativa de golpe

Nayara Vieira
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Ministro Alexandre de Moraes do STF (Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto)

Em uma ação inédita, o Exército Brasileiro cumpriu, nesta sexta-feira, os mandados de prisão expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, contra três militares condenados por participação na trama golpista após as eleições de 2022. As detenções ocorreram em Vila Velha (ES) e Brasília (DF), marcando a primeira vez que a própria instituição executa a prisão de seus integrantes envolvidos no plano. Um quarto envolvido, o coronel Reginaldo Vieira de Abreu, não foi localizado e é considerado foragido.

As investigações revelaram que o grupo utilizou a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para fins ilícitos, incluindo a espionagem de adversários políticos e a propagação de desinformação para deslegitimar o processo eleitoral. Além disso, os militares atuaram em campanhas de difamação contra autoridades que representavam obstáculos aos objetivos do grupo, operando como uma estrutura coordenada para desestabilizar as instituições democráticas.

As penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal variam entre 13 e 15 anos e meio de reclusão. Os militares foram condenados pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e dano a patrimônio tombado. A decisão reforça o cerco jurídico aos articuladores dos atos antidemocráticos, atingindo agora diretamente o núcleo militar que operava nos bastidores da inteligência e da estratégia governamental.

A postura do Exército ao efetuar as prisões sinaliza um movimento de distanciamento institucional das condutas individuais de seus membros condenados. O caso segue sob acompanhamento da Justiça, enquanto as autoridades buscam o paradeiro do coronel foragido para completar o cumprimento das sentenças estabelecidas pela Corte.

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