10 funks mais ouvidos do Brasil são de produtoras investigadas pela PF

Douglas Lima
3 min de leitura
MC Ryan SP e Poze do Rodo - Foto: ReproduçãoInstagram

As produtoras GR6 Music, Love Funk e Bololo Records estão entre os principais nomes ligados aos sucessos do funk no Brasil atualmente e também passaram a ser mencionadas no contexto da operação Narco Fluxo, da Polícia Federal.

Segundo informações do portal Metrópoles, no Spotify, todas as 10 faixas de funk mais ouvidas no país são de artistas ligados, direta ou indiretamente, às três produtoras investigadas.

A operação apura um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro e transações ilegais. Confira, abaixo, o ranking:

Top 1 Brasil – Famoso Ímã/O Poderoso Chatão, música que conta com Lele JP (GR6) e Poze do Rodo, preso na última quarta-feira (15).
Top 2 Brasil – Relíquia do 2T, música com DJ Gu (Bololo Records).
Top 5 Brasil – Carnívoro, música com Lele JP (GR6) e Japa NK (Bololo Records).
Top 6 Brasil – Amo Minha Favela, música com Japa NK e MC Meno K, ambos da Bololo Records.
Top 7 Brasil – Gauchinha, música com DJ Japa NK, MC Meno K, MC Ryan SP, também foi detido na mesma ação, MC Brinquedo e MC LUUKY, todos da Bololo Records.
Top 8 Brasil – Bola Uma Vela, com MC Meno K (Bololo Records) e DJ Yuri Pedrada (GR6).
Top 9 Brasil – Posso Até Não Te Dar Flores, com Japa NK, Davi Dogdog, Meno K e MC Ryan SP, da Bololo Records.
Top 10 Brasil – Diário De Um Cafajeste, com Lele JP (GR6) e Meno K e Ryan SP da Bololo Records.
Top 14 Brasil – Lembrei de Tu, com MC Meno K (Bololo Records).
Top 18 Brasil – Me Postou no Daily, com MC Lele JP (GR6).

Somadas, as oito canções que integram o Top 20 das músicas mais ouvidas no Brasil estão relacionadas a artistas e produtoras citadas na investigação da PF e acumulam mais de 1 bilhão de reproduções nas plataformas de streaming.

A investigação conduzida pela polícia apura a atuação de uma suposta organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão. Segundo a corporação, o grupo teria usado o setor musical e plataformas digitais como meio para ocultar recursos provenientes de atividades ilegais, incluindo tráfico de drogas e jogos de azar.

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